ESPECIALIDADE -
Estrelas Básicas
VISÃO DO
CONJUNTO:
Imaginemos que
num dia sereno. ao cair da tarde nos encontramos numa elevação de onde
se descortina o horizonte em todas as direções. 0 sol esta a ponto de
ocultar o seu disco dourado. Aquela parte por onde desaparece o sol,
constitui um dos pontos cardeais 0 POENTE OU OESTE(O). A medida que o
sol vai desaparecendo abaixo do horizonte, começaram a aparecer no
firmamento pequeninos pontos brilhantes que vão aumentando, ou seja, se
tornando mais visível a medida que a noite vem chegando. Observaremos em
quase todos eles rápidas variações de luz, a chamada (CINTILAÇÃO: são as
já conhecidas ESTRELAS; outros pouquíssimos astros aparecem com luz
inalterável: são os PLANETAS. As estrelas são globos de dimensões
colossais, dotados de luz própria; os planetas ao contrario são globos
de dimensões mais modestas, situados a distancias relativamente pequenas
e alem disso escuros, uma vez que a luz que nos enviam é refletida do
sol. Se observássemos as estrelas e os planetas no decurso de varias
noites, veríamos que as estrelas conservam sempre as mesmas posições
relativas, razão pela qual se chamam FIXAS. Os planetas todavia, se
deslocam em relação as estrelas e por isso são chamados errantes.
Excepcionalmente se divisam no céu outros astros errantes de forma
caprichosa, que consistem em uma luminosidade acompanhada por um amplo e
tênue resplendor: são os COMETAS. Por outro lado se observarão, com
bastante freqüência uns súbitos clarões que desaparecem logo em seguida:
são as ESTRELAS CADENTES ou FUGAZES, devidas a pequeninos fragmentos de
astros que se tomam incandescentes ate se volatilizarem ao tocar a
atmosfera terrestre. Pode-se alem disso, observar no firmamento uma
imensa faixa irregular, esbranquiçada, que abrange todo o céu: e a La
LACTEA ou (GALAXIA ou CAMINHO DE SANTIAGO. Os Antigos a chamaram de VIA
LACTEA, na Espanha (CAMINHO DE SANTIAGO, porque durante toda a época em
que os peregrinos de toda a Europa se reuniam para visitar a sepultura
do Apostolo em Santiago de (Compostela, parecia-Ihes que a Via Láctea os
orientava na direção desta cidade. Atualmente chama-se GALAXIA (do grego
galais, lácteo). No espaço Celeste tudo e imenso; assim foi necessário
uma medida especial para essas distâncias. Adotou-se então o ANO-LUZ,
isto é. a distancia que a luz percorre em um ano. A VELOCIDADE DA LUZ é:
300.000 km por segundo. Desta forma o ano luz tem 9.460.800.000.000 km.
ou seja a distancia que a luz percorre em um ano. Costuma-se arredondar
o ANO-LUZ para 9,5 trilhões de quilômetros para efeito de cálculos.
Agora que você
já tem uma noção de tamanho e distancia no espaço celeste, pudera
imaginar melhor o que seja a VIA-LACTEA: seu comprimento e de 130.000
anos-luz e a sua largura máxima 20.000 anos-luz. Em seu centro costa a
constelação de Sagitário, e o nosso sistema solar dista deste ponto
27.000 anos-luz.
1. Que se
compreende por sistema solar?
A idéia atual do nosso sistema solar é relativamente recente, pois na
antiguidade pensava-se que a Terra era o centro do nosso Universo.
Essa teoria foi aceita até 1543, quando o polonês Nicolau Copérnico
elaborou o SISTEMA HELIOCÊNTRICO (Helios = Sol), considerando como
centro do nosso sistema.
Completou-se assim a atual concepção que é a seguinte:
O Sol- o centro do nosso sistema e ao seu redor giram os nove planetas.
O Sol é uma simples estrela amarela de 5.a grandeza com uma temperatura
de 6.000º C na superfície. Parece-nos imensa devido à sua proximidade,
pois a Terra tem somente 150 milhões de kms. e o sol é 1.300.000 vezes
maior que a terra.
2. Fazer um
diagrama mostrando posições relativas e movimentos da terra, Sol e lua.
Que governa a maré? Qual é a causa dos eclipses? Que é um cometa? Uma
estrela cadente? Uma mancha solar?
Eclipses:
Observando Eclipses
Podemos dizer que ocorre um eclipse de duas maneiras:
Eclipse do Sol - quando a Lua passa exatamente na frente do Sol;
Eclipse da Lua - quando a Terra está entre o Sol e a Lua ;
Os eclipses solares ocorrem sempre na fase da Lua nova , quando o cone
de sombra da Lua atinge uma pequena parte da superfície terrestre.
Os eclipses lunares ocorrem sempre na fase da Lua cheia , pois nessa
fase a Terra se encontra entre a Lua e o Sol.
Eclipse parcial ocorre quando a Lua não passa exatamente em frente ao
Sol ( eclipse solar ), ou quando a Lua não passa totalmente dentro do
cone de sombra da Terra ( eclipse lunar ).
Observando um
eclipse da Lua:
Para observar um eclipse lunar não é necessário nenhum instrumento
óptico , mas é desejável utilizar um binóculo ou um telescópio com a
ocular que proporcione o menor aumento , permitindo assim que a Lua seja
vista por inteiro. Num eclipse total, logo de início manifesta um
escurecimento na borda da Lua, este escurecimento só pode ser visto por
telescópios, e após uns 30 minutos torna-se visível a olho nu.
Nesta fase com um binóculo percebe-se o contorno da sombra e sua cor
cinza. Quando a sombra atinge a metade do globo lunar assume-se a
coloração avermelhada característica dos eclipses lunares. Após a sombra
atingir o outro lado do disco lunar temos então o eclipse total. O tempo
decorrido num eclipse lunar entre a entrada da Lua na penumbra ,
passagem pela sombra e saída da penumbra demora aproximadamente 05 horas
e 30 minutos.
Vejamos as características de um eclipse lunar total de acordo com a
escala de Danjon:
0 - eclipse muito sombrio , Lua quase que invisível;
1 - eclipse sombrio , cinzento ;
2 - eclipse vermelho-sombrio ,bordos da sombras muito claros;
3 - eclipse vermelho, sombra bem clara ou com tonalidade amarela;
4 - eclipse muito claro, com tom alaranjado e bordas da sobra levemente
azulada;
Eclipse total
da lua
Observando um eclipse do Sol:
Para observarmos um eclipse solar precisamos de , por exemplo , um vidro
de máscara de soldador ( que é fácil de encontrar em casas de ferragens
) para proteger os olhos durante a fase parcial , porém é mais seguro
ultizarmos o método por projeção da imagem do Sol em um cartão branco .
NUNCA aponte um binóculo ou luneta para o Sol , isso pode cegar ou
trazer sérias consequencias para seus olhos.
Uma ligeira deformação do disco solar nos indica que o eclipse começou ,
na fase total que pode durar no máximo 07 minutos e 30 segundos ( na
região equatorial do nosso planeta ) a sombra da Lua cobre uma região de
270 Km . Na fase total vemos a coroa solar e também podemos ver as
estrelas mais brilhantes , bem como os planetas Mercúrio , Vênus ou até
um cometa brilhante que se encontre próximo ao Sol. O fenômeno da
totalidade só se repete num mesmo ponto a aproximadamente 360 anos , e a
temperatura ambiente pode chegar a cair entre 1-3 graus centígrados. Os
eclipses parciais podem ser vistos em várias regiões do planeta mas não
possuem a mesma beleza de um eclipse total. Já os eclipses anulares
ocorrem quando a Lua se encontra bastante distante da Terra e ao invés
de termos um eclipse total vemos um círculo do Sol envolvendo o círculo
lunar.
Eclipse total
do sol
Cometa: São astros constituídos na maioria das vezes de núcleo,
cabeleira, cauda. São astros errantes que giram em torno do Sol
descrevendo órbitas eclípticas. O cometa mais famoso é o Halley que leva
700 anos e meio para completar seu caminho em volta do Sol.
Meteoro: São
substâncias minerais atraídas pela Terra inflamam-se ao entrar em nossa
atmosfera.(estrela cadente) Ex. O de Bedengó com 5360 quilos encontrado
na Bahia.
Mancha Solar: São as partes mais frias e escuras do Sol.
3. Mencionar
os planetas na ordem de sua proximidade do Sol. Qual é o planeta mais
próximo da terra?
Dar a distância.
4. Com
velocidade viaja a luz?
A VELOCIDADE DA LUZ é: 300.000 km por segundo
5. Qual é a
diferença entre planetas e estrelas fixas? identificar 8 destas.
Veja acima na VISÃO DO CONJUNTO
6. Que é
constelação? Citar e identificar seis. Citar duas que são visíveis
durante o ano todo.
Os astrônomos, para facilitar seus estudos, agrupam as estrelas que
parecem próximas umas das outras em Constelações. Tais constelações são
divididas em três grupos, segundo a posição que ocupam no céu.
·
CONSTELAÇÕES BOREAIS -_São visíveis apenas no hemisfério Norte, com as
constela da Lira Ursa Maior e Menor.
·
CONSTELAOES ZODIACAIS -São visíveis da linha do Equador. São em numero
de 12 a saber: Carneiro, Touro. Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Balança,
Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes
·
CONSTELAÇÕES AUSTRAIS - São visíveis apenas do hemisfério Sul, como as
do Cruzeiro do Sul, Cão Maior, Centauro, Mosca, Triângulo Austral, Orion,
Navio, etc.
Bayer em sua Uranometria, introduziu o costume, ainda hoje seguido de
designar as estrelas de uma mesma constelação e por ordem de brilho ou
grandeza, com as letras do alfabeto grego chamando (alfa) a mais
brilhante, (beta) a que segue em brilho (gama) a terceira e assim por
diante.
Os árabes, sobretudo foram pródigos em dar nomes as estrelas, e a eles
Deneb, Zuben-el-Genubi, etc.
7. Desenhar
um mapa da constrelação do Cruzeiro, Centauro e Mosca com intervalos de
três horas durante um noite toda, usando uma armação fixa e desenhando
sempre do mesmo ponto.
Temos no desenho acima três constelações requisitadas no nosso curso:
ALFA CENTAURO - CRUZEIRO DO SUL - MOSCA.
Elas estão exatamente posicionadas da mesma forma como se encontram no
céu.
Memorizem bem pois terão que identificá-las.
8. Observar
o nascer do sol e o pôr do sol, descrevendo-os.
Faça você mesmo, observe e verá uma das coisas mais bonitas da natureza.
9. Que é via
láctea? Indicar seu curso através do céu.
Veja acima na VISÃO DO CONJUNTO
10. Que é
estrela matutina? Que é a estrela vespertina?
11. Explicar
Zênite e Nadir.
ZÊNITE: Ponto em que a vertical de um lugar vai encontrar a esfera
celeste, acima do horizonte, auge, apodeu, culminância e festígio.
NADIR: Ponto do céu oposto ao zênite; ponto mais baixo, tempo ou lugar
onde ocorre a maior depressão.
12. Que é a
aurora boreal?
Correntes de prótons e de elétrons chocam-se continuamente com nossa
atmosfera, desalojando elétrons das moléculas de nitrogênio e dos átomos
de oxigênio e dando origem a energia para o FANTÁSTICO ESPETÁCULO
CELESTE que ocorre no hemisfério norte e é conhecido pelo nome de AURORA
BOREAL.
As cortinas da Aurora revelam o alinhamento das correntes invisíveis do
campo magnético estendendo-se em direção da terra.
Em médias latitudes são algumas vezes observadas auroras que tomam o
aspecto de finos véus avermelhados a cobrir o firmamento.